Causas emocionais da Adenomiose e diferenças para Endometriose
Causas emocionais da Adenomiose: entenda como surge e passos de autocuidado, sem substituir o tratamento médico
Por Roberta Struzani
A adenomiose é uma condição em que o tecido semelhante ao endométrio começa a “nascer” dentro da parede do útero (miométrio). Provavelmente você já sabe disso, se está sentindo sintomas ou até recebeu o diagnóstico. Mas existem causas emocionais que levam à adenomiose.
Na verdade, a adenomiose pode ser um sinal do corpo de que você tem se colocado em segundo plano. Assim, o útero tenta se acolher. E como ele faz isso? Se abraçando com esse tecido endometrial, agora para dentro da sua própria parede.
Eu vou te explicar melhor a seguir, mas vale ressaltar: este olhar é complementar e não substitui acompanhamento médico.
O que é adenomiose?
A adenomiose é uma condição em que o tecido semelhante ao endométrio passa a crescer para dentro da parede do útero (miométrio).
Isso pode gerar dor pélvica e sangramentos intensos, entre outros sintomas — que devem ser sempre avaliados por profissionais de saúde.
Adenomiose x endometriose: qual a diferença?
Ambas se relacionam ao crescimento de tecido endometrial em locais não habituais, mas:
- Endometriose: tecido semelhante ao endométrio em áreas fora do útero.
- Adenomiose: esse tecido se insere na parede interna do útero.
Do ponto de vista emocional, há pontos em comum: autonegligência, sobrecarga, necessidade de controle como estratégia de segurança e busca de aprovação.
👉 Entenda aqui as causas emocionais da endometriose
Quais são as causas emocionais da adenomiose?
Na leitura metafísica e emocional, a adenomiose pode refletir histórias de adaptação precoce:
- assumir responsabilidades cedo;
- adequar-se a sistemas rígidos de controle (pisar em ovos, ser “boazinha” para ser aceita);
- priorizar as demandas externas e reprimir necessidades próprias;
- criar o hábito de fazer muito pelos outros e pouco por si.
Com o tempo, o útero “registra” esse padrão como acúmulo de cargas alheias em vez de potência pessoal. O chamado é: parar, se acolher e se colocar como prioridade, com doçura e automaternagem.
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Como lidar com as causas emocionais da Adenomiose
Seu útero está acumulando mais carga dos outros do que a sua própria potência. Por isso, se você está apresentado a doença, é hora de parar e se colocar como prioridade, se acolher e trabalhar o feminino.
O útero grita por cuidado e atenção. Ele pede que você faça uma retrospectiva de si. Para isso, organizei um passo a passo simples e poderoso para te guiar nessa jornada.
O objetivo é acessar memórias, acolher emoções e ressignificar padrões; e, assim, ajudar no tratamento da Adenomiose.
Trata-se de uma reflexão para te ajudar a trabalhar causas emocionais da adenomiose.
1) Momentos em que você sentiu culpa
- Volte o quanto puder na linha do tempo e identifique episódios de culpa, vergonha, rejeição e exclusão.
- Observe como reagiu e o que ainda pede acolhimento hoje.
- Exemplo trazido pela autora: casos de culpa intrauterina (percepções precoces e ilógicas que ficam no subconsciente).
2) Situações em que precisa se perdoar
- Relações tóxicas, permanência por dependência emocional;
- Decisões estéticas ou escolhas pessoais carregadas de julgamento;
- Dizer “sim” quando precisava dizer “não”;
- Priorizar o outro e postergar sonhos.
- Perfeccionismo, autocrítica excessiva e metas inalcançáveis sem reconhecimento das próprias conquistas.
3) Momentos em que você não se amou quando precisou
- Autossabotagem diante de objetivos próximos;
- Colocar o amor pelo outro acima do amor por si;
- Viver o sonho alheio e adiar o próprio;
- O corpo não mente: quando há negligência de si, ele sinaliza.
Anote sem censura. Depois, acolha, valide seus sentimentos e escolha um gesto concreto de cuidado por você ainda hoje.
Como manter o cuidado emocional e energético
A verdade é que, enquanto a mulher não olhar também para as causas emocionais que alimentam a endometriose, o corpo continuará tentando falar através da dor.
O físico e o emocional caminham juntos — não há separação possível. O que sentimos, pensamos e vivemos imprime-se em nossa biologia, e o útero é um dos espelhos mais sensíveis dessa conexão.
Por isso, o tratamento médico é essencial e deve sempre ser mantido.
Mas, quando somamos a ele um processo de cura emocional e energética, os resultados se ampliam — porque o corpo passa a sentir que está sendo ouvido de verdade.
Vamos a algumas dicas práticas para você incluir na sua vida.
Reconsagração do Ventre
A Terapia de Reconsagração do Ventre é justamente esse caminho: um convite para limpar memórias antigas, acolher dores silenciosas e restaurar o vínculo sagrado com o próprio corpo.
Ao reconectar-se com o seu ventre, a mulher reencontra a força de criar, regenerar e florescer — de dentro para fora.
Você pode fazer a Reconsagração do Ventre ao clicar aqui.
Fortaleça sua segurança
Outro ponto que eu te convido a trabalhar nesta autoterapia é a de fortalecer a segurança de ser quem realmente é — acolhendo suas diferenças, suas singularidades e seu próprio ritmo.
É um processo de reconciliação com a própria essência.
Muitas vezes, ela veio ao mundo justamente para romper padrões antigos de sua família, para trazer um novo olhar sobre o feminino, sobre o corpo e sobre o amor.
E é importante compreender que essa diferença não a torna menos amada — pelo contrário, é exatamente o que a torna única e especial.
Quando deixa de tentar corresponder às expectativas impostas e passa a honrar o seu próprio jeito de ser, nasce um sentimento novo: o de pertencimento a si mesma.
É nesse momento que ela começa a se libertar das máscaras e redescobrir quem é de verdade — e não apenas quem aprendeu a ser para agradar ou se proteger.
Solte o controle.
Permitir que as pessoas sejam como são, com suas forças e fragilidades.
Aceitar o fluxo da vida, praticar o perdão e reconhecer que cada experiência trouxe um aprendizado.
Ao fazer isso, essa mulher desperta para a autorresponsabilidade.
Ela deixa de culpar o outro e passa a entender que tudo o que se manifesta em seu corpo e em sua vida é também um reflexo de sua própria história emocional.
Não porque ela concorda com o que viveu — mas porque decide se libertar da dor que aquilo causou.
Ela reconhece: essas fraquezas não precisam mais fazer parte de quem eu sou.
Quando procurar ajuda médica?
Quando você tiver:
- Dores pélvicas persistentes
- sangramento intenso/irregular
- fadiga
- dor nas relações
- infertilidade.
Sempre busque avaliação com ginecologia (equipe multiprofissional).
Este conteúdo é complementar e não substitui o cuidado clínico.
Perguntas frequentes
1) Adenomiose tem cura?
Há tratamentos médicos que podem aliviar sintomas e conduzir qualidade de vida. No campo emocional proposto, trabalhar limites, autocuidado e auto-maternagem fortalece o processo.
2) Quem tem endometriose pode ter adenomiose?
Podem coexistir. Por isso, sinais persistentes devem ser avaliados por especialistas.
3) O que observar no dia a dia?
Padrões de auto-abandono, dificuldade de dizer “não”, sensação de carregar o mundo. No corpo, dor pélvica e alterações de sangramento pedem consulta médica.
4) Emoções “causam” adenomiose?
Emoções não “causam” sozinhas. A leitura aqui é simbólica e integrativa: o emocional conversa com o corpo. O cuidado ideal une ciência + autocuidado emocional.
5) Por onde começo a me priorizar?
Escolha um gesto diário (5 minutos de respiração no ventre, uma refeição consciente, um limite dito com carinho) e um gesto semanal (atividade que nutre sua alma).
Especialista em Sexualidade e Ginecologia Natural. Pioneira no estudo de Ginástica Íntima e Reconsagração do Ventre no Brasil, contribuiu para a formação de diversas terapeutas e desenvolveu um trabalho personalizado que traz benefícios para a saúde da mulher, do físico ao emocional.
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