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Causas emocionais da Adenomiose e diferenças para Endometriose

Causas emocionais da Adenomiose: entenda como surge e passos de autocuidado, sem substituir o tratamento médico

Atualizado em

A adenomiose é uma condição em que o tecido semelhante ao endométrio começa a “nascer” dentro da parede do útero (miométrio). Provavelmente você já sabe disso, se está sentindo sintomas ou até recebeu o diagnóstico. Mas existem causas emocionais que levam à adenomiose.

Na verdade, a adenomiose pode ser um sinal do corpo de que você tem se colocado em segundo plano. Assim, o útero tenta se acolher. E como ele faz isso? Se abraçando com esse tecido endometrial, agora para dentro da sua própria parede.

Eu vou te explicar melhor a seguir, mas vale ressaltar: este olhar é complementar e não substitui acompanhamento médico.

O que é adenomiose?

A adenomiose é uma condição em que o tecido semelhante ao endométrio passa a crescer para dentro da parede do útero (miométrio).

Isso pode gerar dor pélvica e sangramentos intensos, entre outros sintomas — que devem ser sempre avaliados por profissionais de saúde.

Adenomiose x endometriose: qual a diferença?

Ambas se relacionam ao crescimento de tecido endometrial em locais não habituais, mas:

  • Endometriose: tecido semelhante ao endométrio em áreas fora do útero.
  • Adenomiose: esse tecido se insere na parede interna do útero.

Do ponto de vista emocional, há pontos em comum: autonegligência, sobrecarga, necessidade de controle como estratégia de segurança e busca de aprovação.

👉 Entenda aqui as causas emocionais da endometriose

Quais são as causas emocionais da adenomiose?

Na leitura metafísica e emocional, a adenomiose pode refletir histórias de adaptação precoce:

  • assumir responsabilidades cedo;
  • adequar-se a sistemas rígidos de controle (pisar em ovos, ser “boazinha” para ser aceita);
  • priorizar as demandas externas e reprimir necessidades próprias;
  • criar o hábito de fazer muito pelos outros e pouco por si.

Com o tempo, o útero “registra” esse padrão como acúmulo de cargas alheias em vez de potência pessoal. O chamado é: parar, se acolher e se colocar como prioridade, com doçura e automaternagem.

👉 Útero doente: 7 problemas que as mulheres guardam

Como lidar com as causas emocionais da Adenomiose

Seu útero está acumulando mais carga dos outros do que a sua própria potência. Por isso, se você está apresentado a doença, é hora de parar e se colocar como prioridade, se acolher e trabalhar o feminino.

O útero grita por cuidado e atenção. Ele pede que você faça uma retrospectiva de si. Para isso, organizei um passo a passo simples e poderoso para te guiar nessa jornada.

O objetivo é acessar memórias, acolher emoções e ressignificar padrões; e, assim, ajudar no tratamento da Adenomiose.

Trata-se de uma reflexão para te ajudar a trabalhar causas emocionais da adenomiose.

1) Momentos em que você sentiu culpa

  • Volte o quanto puder na linha do tempo e identifique episódios de culpa, vergonha, rejeição e exclusão.
  • Observe como reagiu e o que ainda pede acolhimento hoje.
  • Exemplo trazido pela autora: casos de culpa intrauterina (percepções precoces e ilógicas que ficam no subconsciente).

2) Situações em que precisa se perdoar

  • Relações tóxicas, permanência por dependência emocional;
  • Decisões estéticas ou escolhas pessoais carregadas de julgamento;
  • Dizer “sim” quando precisava dizer “não”;
  • Priorizar o outro e postergar sonhos.
  • Perfeccionismo, autocrítica excessiva e metas inalcançáveis sem reconhecimento das próprias conquistas.

3) Momentos em que você não se amou quando precisou

  • Autossabotagem diante de objetivos próximos;
  • Colocar o amor pelo outro acima do amor por si;
  • Viver o sonho alheio e adiar o próprio;
  • O corpo não mente: quando há negligência de si, ele sinaliza.

Anote sem censura. Depois, acolha, valide seus sentimentos e escolha um gesto concreto de cuidado por você ainda hoje.

Como manter o cuidado emocional e energético

A verdade é que, enquanto a mulher não olhar também para as causas emocionais que alimentam a endometriose, o corpo continuará tentando falar através da dor.

O físico e o emocional caminham juntos — não há separação possível. O que sentimos, pensamos e vivemos imprime-se em nossa biologia, e o útero é um dos espelhos mais sensíveis dessa conexão.

Por isso, o tratamento médico é essencial e deve sempre ser mantido.

Mas, quando somamos a ele um processo de cura emocional e energética, os resultados se ampliam — porque o corpo passa a sentir que está sendo ouvido de verdade.

Vamos a algumas dicas práticas para você incluir na sua vida.

Reconsagração do Ventre

A Terapia de Reconsagração do Ventre é justamente esse caminho: um convite para limpar memórias antigas, acolher dores silenciosas e restaurar o vínculo sagrado com o próprio corpo.

Ao reconectar-se com o seu ventre, a mulher reencontra a força de criar, regenerar e florescer — de dentro para fora.

Você pode fazer a Reconsagração do Ventre ao clicar aqui.

Fortaleça sua segurança

Outro ponto que eu te convido a trabalhar nesta autoterapia é a de fortalecer a segurança de ser quem realmente é — acolhendo suas diferenças, suas singularidades e seu próprio ritmo.

É um processo de reconciliação com a própria essência.

Muitas vezes, ela veio ao mundo justamente para romper padrões antigos de sua família, para trazer um novo olhar sobre o feminino, sobre o corpo e sobre o amor.

E é importante compreender que essa diferença não a torna menos amada — pelo contrário, é exatamente o que a torna única e especial.

Quando deixa de tentar corresponder às expectativas impostas e passa a honrar o seu próprio jeito de ser, nasce um sentimento novo: o de pertencimento a si mesma.

É nesse momento que ela começa a se libertar das máscaras e redescobrir quem é de verdade — e não apenas quem aprendeu a ser para agradar ou se proteger.

Solte o controle.

Permitir que as pessoas sejam como são, com suas forças e fragilidades.
Aceitar o fluxo da vida, praticar o perdão e reconhecer que cada experiência trouxe um aprendizado.

Ao fazer isso, essa mulher desperta para a autorresponsabilidade.

Ela deixa de culpar o outro e passa a entender que tudo o que se manifesta em seu corpo e em sua vida é também um reflexo de sua própria história emocional.

Não porque ela concorda com o que viveu — mas porque decide se libertar da dor que aquilo causou.

Ela reconhece: essas fraquezas não precisam mais fazer parte de quem eu sou.

Quando procurar ajuda médica?

Quando você tiver:

  • Dores pélvicas persistentes
  • sangramento intenso/irregular
  • fadiga
  • dor nas relações
  • infertilidade.

Sempre busque avaliação com ginecologia (equipe multiprofissional).

Este conteúdo é complementar e não substitui o cuidado clínico.

Perguntas frequentes

1) Adenomiose tem cura?

tratamentos médicos que podem aliviar sintomas e conduzir qualidade de vida. No campo emocional proposto, trabalhar limites, autocuidado e auto-maternagem fortalece o processo.

2) Quem tem endometriose pode ter adenomiose?

Podem coexistir. Por isso, sinais persistentes devem ser avaliados por especialistas.

3) O que observar no dia a dia?

Padrões de auto-abandono, dificuldade de dizer “não”, sensação de carregar o mundo. No corpo, dor pélvica e alterações de sangramento pedem consulta médica.

4) Emoções “causam” adenomiose?

Emoções não “causam” sozinhas. A leitura aqui é simbólica e integrativa: o emocional conversa com o corpo. O cuidado ideal une ciência + autocuidado emocional.

5) Por onde começo a me priorizar?

Escolha um gesto diário (5 minutos de respiração no ventre, uma refeição consciente, um limite dito com carinho) e um gesto semanal (atividade que nutre sua alma).

Roberta Struzani

Roberta Struzani

Especialista em Sexualidade e Ginecologia Natural. Pioneira no estudo de Ginástica Íntima e Reconsagração do Ventre no Brasil, contribuiu para a formação de diversas terapeutas e desenvolveu um trabalho personalizado que traz benefícios para a saúde da mulher, do físico ao emocional.

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