O que é Ashtanga Yoga e por que é um dos estilos preferidos
Por ser um estilo vigoroso e contínuo, o Ashtanga está entre os que mais gastam energia dentro do Yoga. Saiba tudo!
Se você quer entender o que é Ashtanga Yoga, comece por aqui: trata-se de um sistema que organiza posturas, respiração e olhar em sequências fixas, praticadas sempre na mesma ordem. Essa estrutura é justamente o que dá ao método sua identidade.
O nome vem do sânscrito e significa “oito membros”, em referência às oito etapas descritas por Patañjali no Yoga-sutra. O que se pratica hoje nas salas de aula, porém, é o Ashtanga Vinyasa, um sistema mais recente de posturas encadeadas pela respiração.
Como instrutora, vejo muita gente chegar ao Ashtanga atraída pelo vigor e permanecer por outro motivo: a sequência fixa cria uma referência clara de evolução, algo que poucos estilos oferecem.
A seguir, você entende a origem, as séries, como é uma aula, o motivo dessa pausa lunar e o que considerar antes de começar.
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Resumo sobre o que é Ashtanga Yoga
- Ashtanga significa “oito membros” e nomeia as oito etapas do Yoga descritas por Patañjali.
- O Ashtanga Vinyasa é o sistema moderno de posturas sistematizado por Pattabhi Jois.
- As posturas seguem sequências fixas, encadeadas pelo ritmo da respiração.
- A prática se organiza em seis séries, iniciadas sempre pela primeira.
- É um estilo vigoroso, que costuma pedir adaptação e orientação no começo.
O que é o Ashtanga Yoga
O Ashtanga Yoga é um sistema que integra corpo, respiração e atenção por meio de sequências definidas de posturas. Cada movimento é conduzido pelo ritmo respiratório, o que cria um fluxo contínuo em vez de posturas isoladas.
A palavra tem origem no sânscrito: ashta significa oito e anga significa membro ou parte. O termo aparece no Yoga-sutra, texto atribuído ao sábio Patañjali, que organizou o caminho do Yoga em oito etapas complementares.
Vale distinguir dois usos do mesmo nome. O Ashtanga clássico se refere a esse caminho filosófico de oito etapas, enquanto o Ashtanga Vinyasa é o método físico praticado nas escolas contemporâneas.
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Os oito membros do Ashtanga Yoga
O caminho descrito por Patañjali propõe uma progressão que começa na relação com o mundo e se aprofunda até estados sutis de consciência. Conhecer essas etapas ajuda a entender que a prática vai além das posturas:
- Yama: princípios éticos na relação com os outros, como a não violência.
- Niyama: cuidados na relação consigo, como disciplina e autoestudo.
- Asana: as posturas corporais, que preparam o corpo para permanecer estável.
- Pranayama: técnicas de respiração que trabalham a energia vital.
- Pratyahara: recolhimento dos sentidos em direção ao interior.
- Dharana: concentração sustentada em um único ponto.
- Dhyana: estado meditativo contínuo.
- Samadhi: integração plena, considerada o objetivo final do caminho.
Na prática cotidiana, os asanas e o pranayama costumam ser a porta de entrada. As demais etapas tendem a se desenvolver com o tempo, como consequência da regularidade.
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Como surgiu o Ashtanga Vinyasa
O sistema praticado hoje foi difundido no século XX pelo mestre indiano K. Pattabhi Jois, discípulo de Krishnamacharya, considerado uma figura central na formação do Yoga moderno.
Segundo a tradição da escola, o método teria origem em um manuscrito antigo estudado pelos dois, embora esse relato não seja documentalmente comprovado.
O que se sabe com clareza é que, a partir de Mysore, na Índia, Pattabhi Jois estruturou séries fixas de posturas ligadas por vinyasa. O termo indica justamente a sincronia entre movimento e respiração que sustenta toda a prática.
Esse formato se espalhou pelo Ocidente a partir dos anos 1970 e deu origem a boa parte dos estilos dinâmicos que conhecemos. Se você quer situar o Ashtanga dentro do panorama maior, vale conhecer os tipos de Yoga e suas diferenças de ritmo e proposta.
Como é uma aula de Ashtanga Yoga
A prática costuma começar pela Saudação ao Sol, nas variações A e B, que aquecem o corpo e estabelecem o ritmo respiratório. Depois vêm as posturas em pé, as posturas sentadas e a sequência final de encerramento.
Três elementos sustentam a atenção durante toda a aula, e a tradição os chama de tristhana:
- Asana: o alinhamento e a estabilidade da postura.
- Ujjayi: a respiração sonora e controlada, que marca o compasso.
- Drishti: o ponto fixo do olhar em cada postura, que ajuda a concentração.
A esses elementos somam-se os bandhas, contrações internas que sustentam o centro do corpo e dão sustentação aos movimentos. A combinação dos três costuma transformar a prática física em um exercício de concentração contínua.
As seis séries do Ashtanga Yoga
O método organiza as posturas em seis séries de dificuldade crescente. Todo praticante começa pela primeira e avança conforme a orientação do professor:
- Primeira série (Yoga Chikitsa): considerada terapêutica, trabalha alinhamento, força e flexibilidade de base.
- Segunda série (Nadi Shodhana): foca na purificação dos canais energéticos, com mais extensões da coluna.
- Séries avançadas (Sthira Bhaga): quatro séries que exigem preparo consolidado e prática de longa data.
A maior parte dos praticantes permanece na primeira série por anos, e isso é esperado dentro da tradição. O avanço acontece por consistência, e não por pressa.
Ashtanga Yoga e os ciclos da Lua
🌙 Um traço curioso da tradição do Ashtanga é a pausa nos chamados moon days. Nos dias de Lua Nova e Lua Cheia, a prática de asanas costuma ser suspensa, por entendimento de que o corpo responde de forma diferente nesses momentos do ciclo.
Esse é um ponto que me encanta, porque une as duas tradições com que trabalho, a Yoga e a Astrologia. Observar os ciclos lunares ajuda a ajustar a intensidade da prática ao momento, em vez de manter sempre o mesmo ritmo.
Se você quiser acompanhar essas datas ao longo do ano, o Calendário Lunar 2026 organiza todas as fases. E para aprofundar essa ponte entre corpo e mapa natal, reuni o método no conteúdo sobre Yoga e Astrologia para a saúde.
Benefícios do Ashtanga Yoga
A prática regular tende a desenvolver força, flexibilidade e resistência de forma bastante integrada, já que as posturas se sustentam umas nas outras. O corpo costuma responder com mais estabilidade e consciência de movimento.
No plano mental, a repetição das mesmas sequências cria um efeito interessante. Como você já conhece a ordem, a atenção se desloca do “o que vem agora” para a qualidade da respiração e da presença.
Muitos praticantes relatam ainda mais disciplina, melhora do sono e redução da sensação de ansiedade. Esses efeitos tendem a aparecer com constância, e variam conforme o histórico e o momento de cada pessoa.
Cuidados antes de começar
⚠️ O Ashtanga é um estilo vigoroso e exige atenção redobrada no início. Iniciar com acompanhamento de um professor qualificado reduz bastante o risco de sobrecarga em punhos, ombros e lombar.
Pessoas com lesões, hipertensão, problemas articulares ou em gestação devem conversar com um profissional de saúde antes de iniciar. Muitas posturas têm variações mais acessíveis, e um bom professor sabe indicá-las.
Se você nunca praticou, começar por um estilo mais suave pode ser um caminho mais confortável. Entender primeiro o que é Yoga e experimentar aulas introdutórias costuma tornar a chegada ao Ashtanga bem mais tranquila.
Mysore ou aula guiada: as duas formas de praticar
Existem dois formatos tradicionais de aula, e a diferença entre eles costuma gerar dúvida em quem está chegando.
- Mysore: cada aluno pratica a sequência no próprio ritmo, de memória, enquanto o professor circula e orienta individualmente.
- Aula guiada: o professor conduz o grupo inteiro, indicando as posturas e a contagem da respiração.
Para iniciantes, a aula guiada costuma ser mais confortável, porque não exige memorização. O estilo Mysore tende a fazer mais sentido depois que a sequência já está incorporada.
Conclusão
O Ashtanga Yoga oferece um caminho estruturado, que une vigor físico e disciplina interna dentro de uma sequência que se repete e se aprofunda com o tempo.
Mais do que executar posturas difíceis, a proposta é desenvolver constância, respiração consciente e presença.
Se essa estrutura conversa com o seu momento, comece devagar e com orientação. O corpo tende a responder melhor quando a prática respeita o ponto de partida de cada pessoa.
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Perguntas frequentes sobre Ashtanga Yoga
O que significa Ashtanga?
Ashtanga é uma palavra do sânscrito formada por ashta, que significa oito, e anga, que significa membro ou parte. O termo se refere às oito etapas do Yoga descritas por Patañjali no Yoga-sutra: yama, niyama, asana, pranayama, pratyahara, dharana, dhyana e samadhi. Elas formam um caminho progressivo, que parte da conduta ética e chega a estados profundos de concentração. Quando falamos de Ashtanga nas escolas de hoje, geralmente a referência é ao Ashtanga Vinyasa, o método físico que organiza posturas em sequências fixas.
Qual a diferença entre Ashtanga e Hatha Yoga?
A principal diferença está no ritmo e na estrutura. No Ashtanga, as posturas seguem uma sequência fixa e são encadeadas pela respiração, o que cria um fluxo contínuo e vigoroso. No Hatha Yoga, as posturas costumam ser sustentadas por mais tempo, com pausas entre elas e ritmo mais lento. Os dois compartilham a mesma raiz e trabalham corpo, respiração e concentração. A escolha costuma depender do que você busca: intensidade e estrutura, ou um ritmo mais pausado.
Ashtanga Yoga é indicado para iniciantes?
Sim, desde que a prática seja adaptada e acompanhada por um professor. A sequência é fixa, o que ajuda na memorização, mas o ritmo é intenso e algumas posturas exigem preparo. O caminho mais seguro costuma ser começar por aulas guiadas para iniciantes, com variações mais acessíveis das posturas. Quem tem lesões ou condições de saúde específicas deve conversar antes com um profissional. Com orientação adequada, a maioria das pessoas consegue iniciar sem dificuldade.
Quantas vezes por semana praticar Ashtanga Yoga?
Na tradição, a prática acontece seis dias por semana, com descanso em um dia fixo e também nos dias de Lua Nova e Lua Cheia. Na vida contemporânea, porém, essa frequência nem sempre é viável. Praticar de três a quatro vezes por semana já tende a gerar boa evolução, desde que com regularidade. A constância costuma render mais que a intensidade isolada. O importante é manter um ritmo sustentável, que caiba na sua rotina sem gerar sobrecarga.
Ashtanga Yoga emagrece?
Por ser um estilo vigoroso e contínuo, o Ashtanga está entre os que mais gastam energia dentro do Yoga. A prática trabalha força, resistência e condicionamento, e costuma apoiar a perda de peso quando combinada com alimentação equilibrada e bom sono. Ainda assim, o emagrecimento tende a aparecer como consequência de um conjunto de hábitos, e não como efeito isolado da prática. Se esse é o seu objetivo, vale entender melhor como a Yoga se relaciona com o emagrecimento.
Astróloga e Instrutora de Yoga. Idealizadora do Programa Amaré, projeto que une esses dois saberes milenares com foco no cuidado individualizado e no equilíbrio físico, emocional e energético.
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