Mês dos Namorados

Pesquisar
Loading...

Ovário Policístico tem cura?

A Síndrome do Ovário Policístico tem cura, mas é preciso tratar também as emoções que deram origem aos cistos

Atualizado em

Ovário policístico tem cura quando o tratamento médico caminha junto do cuidado emocional. Essa é a leitura que sustento no meu trabalho com mulheres que convivem com a síndrome há anos e buscam algo além do controle de sintomas.

A SOP se desenvolve quando a mulher abre mão de seus sonhos, assume uma postura muito masculina na vida ou mesmo alimenta raiva em relação ao seu pai. Isso porque todas as experiências vividas por ela ficam acumuladas no útero e no canal vaginal.

Portanto, medos, mágoas, traumas ou dificuldades que você viveu estão registrados em forma de memória celular nesses órgãos. E isso favorece o desequilíbrio fisiológico da sua saúde íntima.

Neste texto, você entende o que está envolvido no tratamento da SOP, como o cuidado emocional pode complementar o acompanhamento médico e qual o caminho do trabalho com o sagrado feminino que tem ajudado mulheres a ressignificar a relação com o próprio corpo.

📱 Entre no grupo do WhatsApp de Ginástica Íntima do Personare e receba conteúdos sobre saúde íntima feminina, autocuidado e práticas que apoiam o equilíbrio do corpo

Ovário policístico tem cura, sim!

O tratamento médico costuma combinar diferentes recursos para reduzir os sintomas e estabilizar o quadro hormonal. Entre os mais frequentes estão:

  • Anticoncepcional, quando indicado para regular o ciclo e os androgênios
  • Metformina, para apoiar o controle da glicemia e a sensibilidade à insulina
  • Alimentação equilibrada, com atenção ao índice glicêmico
  • Atividade física regular, para apoiar o controle do peso e do colesterol
  • Cuidados estéticos com pelos e pele, quando há impacto na autoestima

Esses recursos formam a base do tratamento e respondem a um lado importante da síndrome. Ainda assim, na minha experiência clínica com mulheres que buscam a Reconsagração do Ventre, é comum que o quadro reapareça quando apenas esse lado é trabalhado.

Por isso defendo que o caminho da reabilitação completa envolve, em paralelo, olhar para as emoções e padrões que costumam aparecer junto da SOP.

Enquanto a mulher mantém características muito masculinas e abafa o feminino, o corpo tende a continuar produzindo mais hormônio masculino, o que pode dificultar o reequilíbrio dos ovários.

SOP agora se chama SOMP: o que muda

Em 12 de maio de 2026, a revista médica The Lancet publicou um consenso internacional que renomeou a SOP para Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP). A mudança foi apresentada no Congresso Europeu de Endocrinologia, em Praga.

A nova sigla traduz três dimensões da condição:

  • Ovariana mantém a referência aos distúrbios de ovulação e fertilidade
  • Metabólica reconhece a relação com resistência à insulina, obesidade e doenças cardiovasculares
  • Poliendócrina descreve o envolvimento de múltiplos hormônios, como insulina, LH, AMH e andrógenos

Para quem busca a cura do quadro, a renomeação reforça algo que muitas mulheres já intuíam: a síndrome envolve uma rede de sistemas, não apenas os ovários. A reabilitação completa pede um cuidado também amplo.

Por enquanto, “SOP” segue como o termo mais conhecido pelo público. A transição para “SOMP” será gradual e deve se completar até 2028, quando o novo nome entra nas diretrizes médicas internacionais.

Trabalhar o feminino como parte do tratamento

A Síndrome do Ovário Policístico tem cura, na minha leitura, quando inclui o cuidado emocional. E isso passa, em grande parte, por trabalhar o feminino.

Quando falo isso, muitas mulheres pensam automaticamente em meiguice, suavidade e romantismo. Acham que trabalhar o feminino significa virar uma versão estereotipada de Barbie, delicada e submissa.

Esse é um conceito equivocado de feminino. Inclusive, costuma ser justamente esse equívoco que faz mulheres sem essas características se identificarem mais com o estereótipo masculino, deixando de lado o prazer de ser mulher.

O verdadeiro despertar do feminino

A mulher pode ser guerreira, ambiciosa, trabalhadora e menos romântica. Pode decidir não ter filhos. E, ainda assim, ter seu feminino bastante evidente.

Por outro lado, existem mulheres delicadas, mães, casadas com o primeiro amor da vida, e mesmo assim com o feminino reprimido.

Feminino é um termo amplo, mas representa, basicamente, potencializar os valores de ser mulher. No caso da SOP, esse trabalho costuma envolver:

  • Aprender a olhar para dentro, no lugar de só correr para fora
  • Mergulhar no vazio interno, em vez de preenchê-lo com tarefas
  • Encarar emoções que ficaram suspensas há muito tempo
  • Libertar o coração para amar e se desfazer de ressentimentos antigos
  • Permitir sentir, amar, viver e correr riscos ouvindo a própria intuição

Não significa abandonar a força. Significa equilibrar a força do fazer com a força do sentir.

Cura com a Reconsagração do Ventre

A limpeza do útero é o caminho que proponho para apoiar a mulher a se reconciliar com o ciclo feminino. A técnica que sustento é a Reconsagração do Ventre, que costuma trazer respostas hormonais mais alinhadas com o novo eu da mulher.

Vale ajustar uma expectativa antes: não é passe de mágica. Assim como a SOP não surgiu da noite para o dia, o processo de reabilitação também não acontece em um único dia.

Hoje, é comum buscar resultados rápidos. O cuidado que defendo pede uma direção oposta: atenção sustentada ao que realmente precisa ser olhado.

Portanto, na minha experiência, a SOP responde bem à cura integrativa quando você:

  • Mantém o tratamento médico em curso, sem interrupção
  • Aceita olhar para a dor que a doença vem mostrar
  • Se permite mudar por dentro junto da mudança que acontece por fora

Como é feita a Reconsagração do Ventre

A Reconsagração do Ventre é uma prática que tem o propósito de despertar o perdão e o reconhecimento do que tem real valor na vida. A proposta da técnica é trabalhar as mágoas que costumam ficar acumuladas no útero e que, na leitura que sustento, podem dar origem ao quadro.

O que mais vejo são mulheres desconectadas da própria essência, sem perceber como isso costuma prejudicá-las. Enquanto faltar energia feminina, o útero tende a acumular sobrecarga, insatisfação e vazio.

A Reconsagração é feita online e em uma única vivência. Nela, são realizadas práticas de meditação, pompoarismo e respiração. A intenção é favorecer a saúde íntima e ajudar a “puxar” as memórias instaladas no útero e na vagina que, segundo a minha leitura, podem estar relacionadas à SOP.

O útero costuma ser descrito, nas tradições do sagrado feminino, como o centro de poder da mulher. Quando ela está conectada com os cuidados desse órgão, o corpo tende a fluir melhor, o que tem relação direta com a saúde como um todo.

Por isso o papel da Reconsagração é favorecer essa reconexão com sonhos, criatividade, inspiração, emoções e coragem. Ao abrir espaço para soltar memórias de dor, a mulher cria espaço também para reequilibrar o corpo.

👉 Confira a Reconsagração do Ventre que eu ofereço aqui.

Ovário policístico e gravidez

É comum ouvir que a gravidez cura a SOP. Isso é curioso, já que um dos sintomas da síndrome é justamente a dificuldade para engravidar.

De fato, existem condições que tendem a ser amenizadas, ou trabalhadas, com a gravidez, como ovários policísticos, endometriose e miomas. Vale, porém, observar um aspecto que costuma passar despercebido.

Quando uma mulher gera um bebê, na leitura que sustento, tende a transmitir para ele as memórias celulares que carrega no útero. Uma mulher com SOP que engravida transmite seus registros para a criança, especialmente se for uma menina, que passa a “abrigar” essas memórias também.

O mesmo, segundo essa leitura, aconteceu durante nossa formação no útero da nossa mãe. E ela, por sua vez, recebeu essa carga do útero da nossa avó, e assim por diante. Carregamos no útero toda a nossa ancestralidade.

Por esse motivo, é comum que mulheres reproduzam padrões ginecológicos parecidos com os da mãe. Não só dela, mas das mulheres da família, já que essas memórias seguem sendo passadas de geração para geração.

Quando a mulher faz a Reconsagração do Ventre e trabalha essas memórias, costuma cortar esse padrão na geração dela.

Muitas relatam que, depois da vivência, perceberam algum tipo de movimento também na mãe, como se um padrão de comportamento, pensamento ou sentimento ligado à SOP tivesse se aberto na linhagem.

Caminhos de autocuidado no dia a dia

Quatro pontos para integrar à rotina enquanto o tratamento médico segue em curso:

  • Acolha o tempo do processo. A SOP costuma se desenvolver ao longo de anos. A reabilitação também pede tempo. Movimentos pequenos e consistentes tendem a render mais do que reformas radicais.
  • Reconecte-se com prazer e criatividade. Espaço para o que dá alegria não é luxo. Costuma ser parte do tratamento, especialmente quando o quadro veio acompanhado de excesso de racionalidade e trabalho.
  • Acompanhe o ciclo com atenção. Anotar ciclo menstrual, oscilações de humor e energia ajuda a perceber padrões. Muitas mulheres relatam mais clareza ao acompanhar as fases lunares junto da própria menstruação.

Conclusão

Ovário policístico tem cura, na perspectiva que sustento no meu trabalho, quando o tratamento médico caminha junto do cuidado emocional.

Cada lado responde por uma parte do quadro, e a integração entre os dois costuma sustentar resultados mais duradouros.

A renomeação para SOMP, oficializada em maio de 2026, reforça essa visão integrada. Reconhecer a síndrome como sistêmica abre espaço para enxergar a recuperação também de forma sistêmica.

O caminho passa por escuta, paciência, acompanhamento profissional e a coragem de olhar para dentro. Quando esses elementos se combinam, a recuperação tende a ser não apenas hormonal, mas também uma transformação no jeito de viver.

Roberta Struzani

Roberta Struzani

Especialista em Sexualidade e Ginecologia Natural. Pioneira no estudo de Ginástica Íntima e Reconsagração do Ventre no Brasil, contribuiu para a formação de diversas terapeutas e desenvolveu um trabalho personalizado que traz benefícios para a saúde da mulher, do físico ao emocional.

Saiba mais sobre mim