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SOP e diabetes: por que se conectam e como lidar

Entenda a ligação entre SOP e diabetes, sintomas e riscos, além de como ter um cuidado médico e emocional — sem culpas

Atualizado em

Você já prestou atenção em como a Síndrome do Ovário Policístico, a SOP, tem relação com diabetes?

Sim, é comum que mulheres com SOP apresentem resistência à insulina ou até já tenham recebido o diagnóstico de pré-diabetes. Quando não tratada, essa resistência pode evoluir para diabetes.

Não quero assustar você, e sim prevenir e tirar a culpa das suas costas: você não é preguiçosa nem “procrastina a vida”. Existe um quadro fisiopatológico que explica o cansaço — e entendê-lo ajuda a mudar sua vida.

Aqui você entende a conexão e vê caminhos práticos de cuidado médico e acolhimento emocional.

Como SOP e diabetes se conectam?

Quando há SOP, as células do corpo podem resistir à insulina (resistência à insulina ou, em alguns casos, pré-diabetes).

A insulina ajuda a glicose a entrar nas células para gerar energia. Se as células resistem, o açúcar se acumula no sangue e o pâncreas produz mais insulina para tentar normalizar a glicose.

Com o tempo, isso agrava o quadro até que se instale a diabetes.

O que causa a SOP?

A ciência ainda não define uma causa única para a SOP. Há indícios de que o problema envolva disfunção de enzimas que controlam a produção de hormônios masculinos, levando ao aumento de andrógenos (como a testosterona), o que pode intensificar pelos e outras características consideradas “masculinas”.

Na metafísica — que sempre integro ao meu trabalho —, a SOP é lida como excesso de energia masculina (yang) abafando o feminino.

Isso aparece tanto em histórias de sofrimento com figuras masculinas, levando a “assumir o masculino para si”, quanto no padrão da fazedora/protetora: a mais racional, provedora, a que segura tudo em casa.

👉 Entenda melhor aqui o que a SOP pode estar tentando lhe mostrar

Além disso, é importante prestar atenção em qualquer problema no ovário, poque é nele que criamos nossas sementes, nossos óvulos e onde guardamos as energias dos nossos sonhos, projetos, planos de vida.

A esperança mora no ovário. Por isso, quando perdemos as esperanças e deixamos de sonhar, o ovário adoece. 

SOP e diabetes: quais riscos a longo prazo?

Com andrógenos elevados por muito tempo, aumentam os riscos de:

  • Diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares (aterosclerose, doença arterial coronariana);
  • Conversão de andrógenos em estrogênio; se faltar progesterona para equilibrar, o endométrio pode espessar (hiperplasia endometrial) e, em casos persistentes, evoluir para câncer de endométrio;
  • Esteatose hepática não alcoólica (gordura no fígado não relacionada ao álcool).

Importante: não quero assustar ninguém. O objetivo é prevenir.

Você pode evitar esses desdobramentos com estilo de vida equilibrado (ao invés de se apoiar apenas em medicamentos e tratar cada sintoma isolado).

Quais sintomas você deve cuidar?

Observe se alguns destes sinais estão presentes:

  • Energia/humor: indisposição, canseira, oscilações de humor
  • Alterações do sono: inclui apneia e insônia
  • Questões mentais: ansiedade, depressão
  • Dores de cabeça relacionadas ao emocional
  • Pele e pelos: acne, hirsutismo (tórax, pescoço, face), acantose nigricans (escurecimento/espessamento em axilas, nuca, pregas, virilha)
  • Cabelos ralos ou calvície em alguns casos
  • Peso e metabolismo: gordura abdominal e sinais de síndrome metabólica.
  • Outro (mais raros): voz mais grossa, mamas menores, músculos mais aparentes.

A auto-observação é essencial, mas o diagnóstico de SOP deve ser feito por médica ginecologista, apoiado em exames como ultrassonografia e hormonais.

O que pode confundir o diagnóstico de SOP?

É essencial excluir quadros parecidos:

  • Menopausa precoce, Síndrome de Cushing
  • Tumores de ovário ou adrenais (hipófise)
  • Alterações endometriais (biópsia se houver sangramento anormal)

Exames úteis: ultrassonografia, perfil hormonal, glicemia/insulina, lipidograma, pressão arterial e, quando indicado, avaliação cardiovascular.

Além disso, o olhar psicológico também importa, pois ansiedade e depressão são comuns na SOP.

Tratamento integrativo: médico + raiz emocional

Acompanhamento médico

Escolha uma especialista de confiança que ajude em todas as manifestações do seu quadro.

Um bom plano contempla desde questões estéticas e indisposição até o cuidado psicológico, com mudanças de hábitos e, quando necessário, medicamentos, além de estratégias de prevenção.

Terapias integrativas

Como terapeuta de medicinas orientais (taoistas, ayurveda e germânicas), vejo as emoções como norte de tratamento na SOP. As medicinas milenares são unânimes em olhar o desequilíbrio emocional que se manifesta no corpo.

Por isso, é preciso investigar a causa emocional — inclusive possíveis heranças familiares (padrões emocionais e comportamentais).

Autores como Joe Dispenza, Bob Proctor e Deepak Chopra popularizam evidências e práticas sobre neuroplasticidade e mudanças de padrões que se refletem no corpo e na vida.

Portanto, a mudança comportamental por trás das emoções que geram doenças em nosso corpo não só trazem benefícios ao corpo, como mudam toda uma vida. 

Cuidar de uma doença não é “apagar o sintoma”, e sim promover um cuidado completo, com reprogramação de hábitos e busca do equilíbrio pessoal.

Conclusão

Toda doença tem uma história para contar sobre você. Cada quadro traz uma causa emocional que merece ser vista junto dos exames e tratamentos.

Olhar para a causa emocional é olhar para desequilíbrios da vida, traumas, bloqueios, fraquezas e pedidos de socorro que o corpo sinaliza.

Isso não quer dizer tratar a emoção em vez do físico. Significa cuidar dos dois, em paralelo: seguir com o acompanhamento clínico da SOP e diabetes e, ao mesmo tempo, abrir espaço para acolher o que pede, ajustes por dentro.

Para deixar claro e prático:

  • Reconheça sem culpas. Olhe para si com gentileza; não se julgue “difícil”. Há um quadro fisiológico e também um chamado emocional por trás dos sintomas.
  • Apoie o corpo. Flutuações de humor podem vir de questões hormonais, açúcar elevado no sangue e até excesso de linfa, que aumenta irritação. Use métodos que ajudem nesses sintomas (sono cuidado, alimentação regular, movimento prazeroso, técnicas de respiração e relaxamento).
  • Acolha as emoções. Investigue as raízes emocionais do padrão; terapias integrativas e psicoterapia podem organizar o que o corpo expressa.
  • Cultive autocuidado e amor-próprio. Transforme a rotina em pequenos rituais que sustentem sua energia e seus sonhos.
  • Caminho em comunidade. Muitas mulheres encontram nas práticas vivenciais do sagrado feminino um portal de reconexão. Relatam que, após o diagnóstico de SOP, foi esse mergulho que as levou a cuidar de si com profundidade e até a apaixonar-se por si.

A técnica mais antiga do Sagrado Feminino, que mantenho viva nos dias atuais, é a Reconsagração do Ventre. Nela temos o cuidado de todos estes aspectos emocionais e feminino.

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Conclusão

Quando você se arma com consciência e cuidado, vence a si mesma — e o corpo físico tende a se alinhar ao seu novo eu. Esse é um caminho contínuo, gentil e possível: integrar ciência e emoção, para que a saúde floresça junto com a sua vida.

Caso queira que eu lhe acompanhe mais de perto, clicando aqui você encontra meu atendimento individual TEF (Terapia Essencial Feminina).

Roberta Struzani

Roberta Struzani

Especialista em Sexualidade e Ginecologia Natural. Pioneira no estudo de Ginástica Íntima e Reconsagração do Ventre no Brasil, contribuiu para a formação de diversas terapeutas e desenvolveu um trabalho personalizado que traz benefícios para a saúde da mulher, do físico ao emocional.

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